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Vida Privada

Documentos pessoais e fotografia relacionados à Vicente Falcetta no âmbito de sua vida particular.

Vida Profissional

Documentos de identificação profissional, fotografias e publicações relacionados à Vicente Falcetta no exercício de suas atribuições profissionais.

Homenagens

Biografia, matéria em jornal e publicação no Diário Oficial produzidos em homenagem à vida e realizações profissionais de Vicente Falcetta.

Instituto Vacinogênico

O Instituto Vacinogênico encarregava-se dos trabalhos de cultura da vacina animal contra a varíola. Estando aparelhado para fornecer a vacina requisitada pelas autoridades competentes. O governo paulista investiu na produção de vacinas como forma de combater a varíola, doença que atingia o estado. Para a produção das vacinas foi construído um prédio que seguia as normas de higiene estabelecidas em região de recente urbanização na cidade de São Paulo, na rua Pires da Mota 35, no bairro do Cambuci. O Instituto Vacinogênico funcionou neste prédio até 1924, quando foi transferido para o Instituto Soroterápico do Butantan. Este Instituto tinha o seguinte pessoal: Diretor (Médico), Ajudante (Médico), Escriturário (3.°) e Serventes (DECRETO N. 2.141, DE 14 DE NOVEMBRO DE 1911). Cargos que foram ocupados respectivamente por Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho, o Dr. Alfredo Augusto C. Medeiros, ajudante preparador.
A atuação do Instituto Vacinogênico de São Paulo se deu de 1894 a 1917, quando deixou de ser uma instituição autônoma, sendo anexado ao Instituto Bacteriológico e por fim, em 1925, incorporado ao Instituto Soroterápico do Butantan.
Esta seção é composta por ofícios contendo solicitações, comunicados, remessas, prestação de contas e outros assuntos relacionados ao Instituto Vacinogênico.

Inspetoria de Moléstias Infecciosas

A Inspetoria de Profilaxia das Moléstias Infecciosas, foi criada subordinada à Direção Geral do Serviço Sanitário, responsável isolar pacientes com doenças epidêmicas; realizar serviços de limpeza e desinfecção; combater moscas, mosquitos, ratos e outros vetores; organizar e administrar hospitais de isolamento de emergência e outros estabelecimentos similares, incluindo hospitais para pacientes com tuberculose em estágio avançado; e coletar dados para pesquisas epidemiológicas. O isolamento domiciliar era preferido quando possível, com supervisão de enfermeiras sob direção médica, garantindo o cumprimento do isolamento e condições sanitárias adequadas. O policiamento sanitário era coordenado com outras inspetorias para garantir eficiência. A Inspetoria orientava a profilaxia de doenças em todo o estado, podendo atuar diretamente em surtos, e enviando regularmente dados ao Instituto de Higiene da capital. O Desinfetório Central, o Hospital de Isolamento da Capital e o Serviço de Controle de Moscas e Mosquitos passaram a ficar subordinados diretamente à Inspetoria.
Os documentos que integram esta seção contém fichas de notificação compulsória de doenças, específicas para as doenças: peste, verminose, cólera, hanseníase (lepra), impaludismo, malária, febre amarela, tuberculose, disenteria, varicela, varíola, difteria, crupe, febre tifóide, meningite, cérebro-espinhal, tracoma, sífilis e moléstias venéreas, escarlatina, encefalite letárgica, notificação de doença transmissível (geral), ficha médica da criança e ficha social de visita domiciliar, além de um catálogo da biblioteca da Inspetoria.

Hospital de Isolamento

No ano de 1880, o Hospital de Isolamento de São Paulo, foi erguido com o intuito de isolar doentes com doenças como a Varíola e a Febre Amarela, que assolavam o país naquele momento.
O local escolhido para a construção do Hospital de Isolamento foi a Estrada do Araçá, a atual Avenida Dr. Arnaldo e a Estrada dos Pinheiros (Avenida Rebouças). O local era longe o suficiente do Centro e em um ponto onde até mesmo o vento não soprava na direção central, além disso, era relativamente próximo ao cemitério. O Hospital de Isolamento de São Paulo nasceu com o nome de Lazareto dos Varioliosos e foi construído em formato pavilhonar. No início funcionava apenas durante epidemias. Em 1894 ocorre a abertura permanente do Hospital. Separado inicialmente por um “cordão” que dividia área infectada e desinfectada, o paciente removido para o hospital de isolamento poderia ser acompanhado por um familiar e também poderia ser atendido por médico de sua confiança, desde que todos respeitem as normas e a disciplina interna do estabelecimento. Haviam normas específicas que regulamentavam o isolamento. No ano de 1932 ele ganhou o nome de Hospital Emílio Ribas e logo depois de Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Isso porque, Emílio Ribas foi fundamental ao estudo de Infectologia e também Sanitarismo. Emílio Ribas atuou diretamente no combate das epidemias de varíola e também de febre amarela, com relação á esta última, seus estudos clínicos aconteceram no espaço do Hospital. .

Estatística Demógrafa-Sanitária

A Seção de Estatística Demográfico-Sanitária tinha as seguintes responsabilidades: elaborar boletins sobre a mortalidade na capital e nas principais cidades do Estado, detalhando as causas das mortes, registrando os dados meteorológicos, o total de nascimentos e casamentos, além de apresentar um resumo das ações de higiene realizadas. Produzir, anualmente, relatórios sobre todas as questões relacionadas à demografia estática e dinâmica, reunindo documentos que permitam avaliar o grau de saúde pública da capital e dos municípios do Estado. A Seção contava com o seguinte pessoal: Diretor (médico), Ajudante (médico), Escriturário de 2ª classe, Escriturários de 3ª classe e Servente.
Os documentos contidos nesta seção compreendem boletins demógrafo-sanitários, com dados sobre nascimentos, óbitos, casamentos, moléstias e outras informações. .

Diretoria Geral

O Serviço Sanitário, diretamente subordinado ao Secretário dos Negócios do Interior, foi criado entre 1891 e 1892 e era conduzido por uma Diretoria Geral, com autoridade em todo o Estado. O diretor era auxiliado por delegados de saúde, inspetores sanitários e de farmácia, fiscais sanitários, desinfectadores e demais funcionários. Para realizar os serviços especializados, a Diretoria Geral contava com diversas seções, entre elas o Instituto Bacteriológico, o Laboratório de Análises Químicas e Bromatológicas, o Instituto Vacíninogênico, o Desinfectório Central, a Seção de Estatística Demográfico-Sanitária, o Laboratório Farmacêutico, o Hospitais de Isolamento, os Lazaretos e os postos de quarentena e observação, além do Instituto Soroterápico, da Inspetoria das Amas de Leite e da Engenharia Sanitária.
Relação dos Diretores do Serviço Sanitário:
Sergio de Paiva Meira (1889-1839) IH e SS;
Joaquim José da Silva Pinto Junior (1893-1898);
Emílio Marcondes Ribas (1898-1917);
José Bento de Paula Souza (1908-1909) interino;
Guilherme Álvaro (1913-1916) interino;
José Bento de Paula Souza (1916) interino;
Arthur Neiva (1916-1920);
Eloy Lessa (1920);
José de Arruda Sampaio (1920-1922);
Geraldo Horácio de Paula Souza (1922-1927);
Waldomiro de Oliveira (1927-1930);
Antonio de Almeida Prado (1930);
Francisco Salles Gomes Junior (1930-1931);
João de Barros Barreto (1931);
Francisco Borges Vieira (1931);
Eloy Lessa (1931);
Artthur Costa Filho (1931);
José Augusto Arantes (1931-1932);
Eloy Lessa (1932) interino;
Francisco Salles Gomes junior (1933);
Eloy Lessa (1933) interino;
Octávio Gavião Gonzaga (1933-1935);
Eloy Lessa (1934) substituto;
Francisco Borges Vieira (1935-1937);
Eloy Lessa (1937);
Sebastião de Camargo Calazans (1937-1938);
Eloy Lessa (1938).
Os documentos integrantes da seção trazem tipologias e assuntos diversos, como relatórios, atos normativos, correspondências, folhetos, ofícios, publicações, documentos administrativos, entre outros. Abordam temas referentes às atribuições e atividades da Diretoria Geral, e, em especial, a série Relatórios que traz informações extensivas sobre as atividades da Diretoria e do Serviço Sanitário de forma geral.

Desinfectório Central

Em 1891, a antiga Inspetoria de Higiene foi substituída pelo Serviço Sanitário do Estado, que passou a contar com o Serviço Geral de Desinfecção — composto pelo Desinfectório Central, o Hospital de Isolamento e o Serviço de Extinção de Moscas e Mosquitos —, além de uma Seção de Estatística Demógrafo-Sanitária.
O Desinfectório Central de São Paulo foi instalado em um terreno adquirido pelo governo estadual em 1882, localizado no bairro do Bom Retiro. A área fazia parte de uma antiga chácara que deu origem ao nome do bairro e pertencia ao empresário Manfredo Meyer. Parte desse terreno já havia sido ocupada por um sobrado onde funcionou a antiga Hospedaria dos Imigrantes e, mais tarde, um hospital militar ligado à Força Pública.
O engenheiro Sérgio Meira, primeiro diretor do Serviço Sanitário, iniciou a construção do edifício em 1893, sob responsabilidade da Secretaria da Agricultura. Os construtores Paul Rouchi e J. E. Damergue foram contratados por 152:850$000 réis. As obras terminaram no mesmo ano, e o prédio foi inaugurado em 1º de novembro de 1893.
As atividades do Desinfectório começaram com a desinfecção de prédios públicos, residências, ruas e bueiros. O serviço também realizava o transporte de pessoas infectadas por doenças contagiosas para o Hospital de Isolamento e a remoção de cadáveres. Essas tarefas eram executadas pelos desinfectadores, que utilizavam estufas locomóveis, pulverizadores e produtos desinfetantes. O local dispunha de estufas fixas e câmaras destinadas à higienização de roupas e objetos considerados contaminados, com ambientes divididos entre áreas “limpas” e “infectadas”. Nos pátios internos, eram guardadas as carroças usadas nas operações — posteriormente substituídas por veículos motorizados.O Desinfectorio Central tinha o seguinte pessoal: Diretor (Medico), Médicos-Auxiliares, Administrador e encarregado do deposito, Escriturário, Encarregados de Seção, Maquinistas, Foguistas, Porteiro, Desinfectadores de 1.a classe, Desinfectadores de 2.a classe, Zelador de cocheiras, Cocheiros ou motoristas, Serventes (DECRETO N. 2.141, DE 14 DE NOVEMBRO DE 1911)
Em 1925, durante a gestão do médico Geraldo Horácio de Paula e Souza, o Serviço Sanitário passou por uma ampla reestruturação, que resultou na extinção do Serviço Geral de Desinfecção. O Desinfectório Central, o Hospital de Isolamento (hoje Instituto de Infectologia Emílio Ribas Emílio Ribas) e o Serviço de Extinção de Moscas e Mosquitos foram incorporados à Inspetoria da Profilaxia de Moléstias Infecciosas.
Com os avanços científicos e as novas descobertas no campo da bacteriologia pasteuriana, as antigas práticas de desinfecção do ambiente deram lugar a abordagens sanitárias mais modernas. Em 1938, o então diretor do Serviço Sanitário, Raul de Braga Godinho, promoveu outra reforma administrativa que criou o Departamento de Saúde, substituindo o antigo órgão. Entre as mudanças, a Inspetoria da Profilaxia de Moléstias Infecciosas passou a se chamar Seção de Epidemiologia e Profilaxia Gerais, responsável por coordenar campanhas de imunização e o controle de insetos. Nessa época, o combate aos ratos já havia sido transferido para o Serviço Nacional da Peste.
O conjunto documental do Desinfectório Central contém fotografias, ofícios, livros copiadores de ofícios, correspondências e um índice de ruas. As fotografias, divididas em três álbuns e seis avulsas, trazem as instalações e equipamentos, os trabalhadores e aspectos gerais do Desinfectório Central.

Serviço Sanitário do Estado de São Paulo

Programa Metropolitano de Saúde

Documentos que compõem a seção: Artigo, Contrato, Discurso, Documento técnico, Manual, Mensagem à Assembleia, Ofício, Pauta e Demandas, Plano, Programa, Relatório, Projeto, Relatório, Revista e Texto sobre o Plano quadrienal de saúde, Regime jurídico e Boletim técnico sobre o Banco Mundial, Saúde da Mulher, Secretaria Geral de Saúde, Saneamento, Pró-Água, Cetesb, Água; e mensagens de Adhemar de Barros, Paulo Maluf, Ernesto Geisel, Franco Montoro, entre outros assuntos. .

Banco Mundial - BM

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